15
jun

Ética em Três Tempos

Telenovelas

Nunca gostei de telenovelas. Não conseguia entrar no jogo do faz de conta do enredo, sempre pensando que o autor zombava da minha inteligência com aquele maniqueísmo duro, de galã bonzinho de um lado versus vilão asqueroso do outro.

Em contrapartida, as telenovelas sempre me interessaram como fenômeno de comunicação de massa, como objeto de estudo sociológico. 

Acompanhando de banda o que acontece nos folhetins de hoje, penso que vivemos um momento tão triste, de uma condescendência desvelada com comportamentos no mínimo duvidosos, do ponto de vista ético, que chego a sentir saudades do tempo do maniqueísmo folhetinesco…

Os autores de novela prestam um desserviço à nossa formação, tão carentes que somos de boas referências e sempre à busca de um personagem qualquer para imitar.

Como disse Woody Allen, “a vida não imita a arte, imita a má televisão”… E parece que nem o autor da frase conseguiu fazer sua vida escapar à máxima que ele cunhou.

Homo Politicus

Amaranto - mãos dadas pai filho

Pois é, gente, está faltando gente para pensar por si, para parar de repetir o que nem lê, para parar de aplaudir só porque todo mundo está aplaudindo, para parar de xingar porque está todo mundo xingando, para ser oposição ou situação de fato – na classe política e fora dela -, contrastando pontos de vistas e caminhos distintos, os dois lados em busca de um bem comum!

Seria mais fácil se fosse possível erradicar de vez o tempo das “vaquinhas de presépio”… Pensar dói, mas o prazer de quem pensa é imensurável!

Talvez assim não mais nos esquecêssemos de que é preciso esforço para se ter um Brasil melhor a cada dia: com menos diferenças, com mais tolerância, com mais respeito, educação e civilidade, enfim, com cada vez mais motivos para nos orgulharmos, verdadeira e legitimamente, da nossa brasilidade. 

Talvez assim abandonássemos para sempre o nosso complexo de vira-latas. Há tanta beleza na brasilidade! Quem sabe o Brasil finalmente se valorizasse como nação – não apenas em tempo de Copa – e a gente quisesse viver e ter cada vez mais boas atitudes, bons sentimentos, bons princípios, bons ideais, boas ações! 

Estamos carentes de um comportamento ético, e precisamos nos agarrar a ele, urgentemente, para ontem, começando pelos nossos lares, começando em nosso dia-a-dia, pelo nosso futuro!

Palavrório

Não deixo mais nada escrito
Nem mesmo testamento
Minha palavra vale muito
Pra descansar no papel

A folha em branco me inquieta
Mas em branco vai ficar

Não canso os dedos nesse palavrório
Nem me exalto com maiúsculas
Minha palavra vale muito
Pra virar emoticon

A tela piscando me inquieta
Mas piscando vai ficar

Não escrevo, não digito
Minha palavra vale muito

E é olho no olho
E é frente a frente
Se quer saber
Esteja aqui

Textos de Flávia Ferraz

Amaranto - página em branco

APROVEITANDO MAIS UM POUQUINHO O POST:

AGENDA DO AMARANTO:

Começa amanhã, dia 16, segunda-feira, na Fundação de Educação Artística (BH), a oficina “Eu, artista: Montando um espetáculo”, para crianças de 6 a 12 anos. Ainda há vagas. Os interessados em inscrever suas crianças para montar um show junto com o Amaranto, na programação das Oficinas de Inverno da FEA, devem procurar a secretaria da escola (Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários – 31 3226-6866) a partir das 8h. 

Leia mais detalhes sobre a oficina no link: http://fea-cursos-especiais.jimdo.com/oficinas

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