20
jul

Contínuo

Vivo um amor que não cabe em mim. Transborda, extravaza meu entendimento, ultrapassa qualquer medida.

Este amor não foi aprendido, afinal, um colosso assim levaria uma eternidade para se aprender. Simplesmente brotou, não obstante eu tenha de aprender a lidar – dia a dia – com os vários sentimentos que o rodeiam.

Tive uma mostra dele desde que nasci, ele me cercou durante toda a vida, mas realmente só o soube possível aos trinta anos.

É fruto de um amor igualmente intenso, igualmente gratuito, que pôde ser maior ainda ao frutificar.

Ele não é propriedade minha, apenas está em mim e é para ser doado.

Doo com gosto! Na dedicação, na entrega, no sacrifício, na alegria, na vontade e até no cansaço que viver este amor implica.

E, de verdade, não posso esperar nada em troca. Nem quero.

Recebi um amor assim de meus pais e, por mais que os ame, meu amor por eles não supera o que sentiram e sentem por mim.

Retribuo este presente passando-o para frente, fazendo-o futuro, amando minhas filhas, que amarão seus filhos, e assim sucessivamente, e assim outras famílias, para o bem da humanidade!

Flávia Ferraz

Amaranto - Clara e Gabi

 

 

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