Amor de Mãe
10
mai

Amor de Mãe

Amor de mãe é todo
Não é meio
Não é parte
Nem continente, nem oceano
É todo ele uma coisa só
Amor de mãe não é linha, não é parágrafo, não é travessão.
Nem ponto, nem vírgula, nem espaçamento.
Não importa China, Sérvia, Cuba, Londres, Júpiter, rios e campos
A distância não divide esse amor.
Porque o amor perdura, ainda que.
O amor de mãe dói na distância, é verdade,
Mas não há filho feliz que não cure a marca da saudade.
O amor ao filho não sabe lugar, não sabe contar, não sabe definição
Não sabe o tempo findo
O amor segue amando
Até quando se vai
Não se morre
Eterniza-se.
Amor de mãe, pode-se dizer,
É o amor não se saber dimensionado
Nem escrito
Nem sonhado
É o amor total
Entrega soberana que não quer em troca

Por Deus,
Se é que se pode pedir em devoção,
Queria meu filho sabendo desse meu amor de mãe,
E onde ele estiver,
Que o encontre.
Não importa se nos rumos, nos ventos, nas mulheres, nos homens,
Mas que o encontre e o cresça.
Pois só assim, o desejando em minha ausência, somente assim o saberei amando.

Se eu puder ver nele, meu filho, querendo em tantos,
Esse amor doado, enternecido e gratificado,
Que beira o amor divino, desejando o amor em diante,
Terei alcançado minha plenitude em terra.

Não sei se sou tola
Se digo vexames
Mas rezo para que meu filho siga, como em todos os dias,
Nessa sua sabedoria de infância,
Semeando alegrias,
Conquistando virtudes,
Salvando os homens de amar
Unindo conchinhas do mar
De amar

Pois assim é o amor pleno, tal qual amor de mãe.
É um amor constante.
Não tem maré alta.
Nem baixa maré.
E em todos os tempos, é ele quem movimenta a rotina do universo.

Marina Ferraz (maio de 2015)

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